Wednesday, October 21, 2009

SOBRE A EMPOLGAÇÃO DE VOLTAR PARA CASA!


Na última temporada de "A Odisséia de Mamori na Austrália" a mocinha da nossa história estava tomando cataflan para se recuperar de subir e descer 400 vezes os quatro andares do seu antigo prédio para mudar-se ás pressas e desesperadamente para a rua de baixo quando seu bonito e folgado flatmate HOMEM não ajudou nada em nenhum dos dois dias de mudança porque ele tinha que assistir 'vídeos animados na internet, digo, tinha que que fazer uma apresentação para a universidade, deixando Mamori para queimar 300 milhões de calorias em 48 horas junto com a outra flatmate guerreira "Formiga Atômica", que no final do dia já estava praticamente um louva-deus pois os braços em forma de abraço do caixote não mais mexiam!
Tudo isso emendado no fato de estar temporariamente desempregada, porém livre do inferno e de no auge da mudança ter que sair por quatro horas para ir a um treinamento do novo emprego!
Oh! Esquecemos de contar! Mamori conseguiu um novo emprego numa empresa consideralvelmente (acrescente quantos mentes quiser) mais razoável que a empresa passada. SIM Mamori terá um emprego quando voltar das merecidas férias no paraíso tropical do Brasil!!!! Uhuuu.

UFAAA...

O importante agora é que Mamori vai de férias ao Brasil, comer empadinha de camarão e pizza de calabresa!
E mesmo que nesses dias que antecedem a viagem ela mal consiga dormir, tamanha é a ansiedade, tudo bem, compensa pois em breve ela poderá dar abraços de urso em todos os seus familiares e amigos!

- Ok narrador, obrigada pelos seus serviços mas agora gostaria de dar umas palavrinhas com o meu público leitor.

Alô, alô, testatando? Estão me ouvindo? Ou melhor, lendo?

Ótimo! Caraca... nem acredito que estou aqui para dizer que estou contando os minutos para chegar no Brasil!
Depois de ter passado por uma super odisséia em que trabalhei, estudei, pedi demissão, arrumei outro emprego, me mudei enquanto começava no outro emprego e administrava o site de casamento da minha irmã e todos os compromissos extras com o Le Cordon Bleu, os amigos e etc, etc, etc, estou sonhando com o fato de que em breve comerei uma coxinha com catupiry dentro!
Aliás, fiz uma lista de coisas que quero comer quando chegar no Brasil, não que eu esteja indo só para comer, mas é uma boa parte do que quero fazer aí (no entando, minha odisséia gastronômica terá início apenas depois do casamento pois não quero entrar na igreja parecendo um bucho enrolado num pano verde!):
Lista para mim mesma:

- coxinha com catupiry
- empadinha de camarão;
- pastel de queijo e caldo de cana;
- pizza de calabresa e frango com catupiry;
- moqueca de camarão da minha mãe
- onigiri da bá com bife a milanesa e pastel de carne!
- churrasco do villas
- churrasco da mãe da Thatá (asinhas com queijo?)
- churrasco do meu pai (puxa... acho que gosto mesmo de churrasco)
- brigadeiro e beijinho da Thatá
- pão de mel da munik
- bem casado e todos os doces do casamento
- mandioca frita
- banana frita
- caldo de mocotó
- Sushi do Hiroshi
- qualquer coisa que a Bá cozinhar
- acarajé... no entanto não sei onde conseguirei um bom em SP - aceito dicas
- escondidinho de carne seca e mandioca
- leitão a pururuca e tutu de feijão com farofa de ovo
- feijoada com couve
- hot dog com tudo dentro
- sanduba de campinas daquele lugar que a gente come a noite
- manga, melancia, goiaba vermelha, caqui, jabuticaba e ponkan

OH Céus, sinto que vou engordar!

Preciso:

- marcar uma consulta com a nutricionista depois de comer tudo isso
- NÃO marcar consulta com a endocrinologista
- fazer drenagem linfática e talvez me internar no mesmo spa do Daniel Oliveira quando ele filmou CAZUZA.
- Todas essas consultas me fazem lembrar que talvez eu precise dar um jeito nos cascos... isso - marcar consulta com o Ivan.

Melhor começar a descer pra Manly a pé e não tomar mais o ônibus...!

A parte disso... que o tempo passe muito mega master ultra-sonicamente veloz pra eu chegar no Brasil rapidinhooo!
Meu povo e minha pova! Estou chegando! Preparem o sal de fruta!
PS. Perdão aos seguidores do blog que recebem mil atualizações dos meus posts... mas é que mesmo corrigindo várias vezes ainda faço erros gramaticais... hehehhehe
PS. Quero abraçar todo mundo! Não estou abandonando ninguém pela comida. Mesmo porque, isso é algo rude ir em festa só para comer... ahahhahhhaha

Monday, October 5, 2009

Incrível




Impressionante.



Impressionante mesmo é encontrar paz num trecho copiado de um livro saído do coração outrora tocado pelas palavras de alguém, ou simplesmente poder ver que está sol lá fora e que é uma sorte não ser soldado em guerra, escravo de alguém ou vítima de qualquer tipo de abuso que seja.



Impressionante mesmo é a maneira transcendental como o ser humano se cura do passado, das moléstias do presente, de um tombo, de um episódio desses assim, que te faz parar para pensar que o mundo inteiro deve ter desacelerado para olhar, e sentido sua vergonha ou sua dor ou sua resignação silenciosa.



Impressionante é ter coragem de sair, de começar de novo, de terminar, de perguntar, de abrir os olhos, de fechá-los; quando os inúmeros julgamentos sociais te silenciam, te ignoram ou te sufocam.



Impressionante é ainda ser capaz de se emocionar quando a loucura dos homens te arrebatou por inteiro, estraçalhou sua noção de realidade, seu senso de espaço e direção. Tudo isso por um pedaço de carne ou pelo simples fato de que seu nome ou o título que te deram sei lá por qual razão passa por cima do seu discernimento entre certo e errado, aquele discernimento interno que vem no pacote de ser humano.



E acho até engraçado as pessoas que saem por aí falando que não existe certo e errado, que são apenas escolhas diferentes (devagar aí... uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa). Todo mundo que tem filho, irmão mais novo, primo mais novo, afilhado e sei lá mais o que, ensina que é errado roubar, desrespeitar, extorquir, trair e chantagear... mas talvez, o que me preocupe mais é saber que quando eles forem experimentar o mundo por si mesmos vão encontrar uma realidade diferente daquela que foram ensinados a praticar.



Para mim, se certo e errado não existisse a gente não passaria tanto tempo tentando fazer a escolha certa e não se sentiria tão mal quando faz algo errado.



Em pleno século XXI, enquanto o homem estuda o espaço inter-atômico do DNA ainda engatinhamos para exercitar o perdão sincero, a gratidão que é um sentimento vindo da graça e a compaixão que é o ato de se colocar no lugar do outro antes de atirar uma pedra, soltar veneno pela boca ou negligenciar as necessidades de alguém. Mais que isso, é ver que bondade genuína soa para a maioria dos grupos mais descolados e/ou cocainados da cidade como uma frase de para-choque de caminhão, mais precisamente um clichê politicamente correto.



Impressionante é ver que tem gente tão absorta num problema que não vê que o verdadeiro problema está no coração e não na cabeça e muito menos nos outros. Que o pior tipo de incompetência é não saber dar e se permitir uma coisa que está aí como característica inerente: amor.
Não estou falando só do amor pelo próximo (porque disso já escreveram tantas e tantas vezes) estou falando do amor por você mesmo, pela sua naturalidade, pela grandiosidade que permite com que você seja, inexoravelmente a melhor versão de si mesmo, livre dos conceitos estereotipados das revistas, das grotescas mentiras que se conta para si mesmo ou das falácias maldosas da amiga que está sempre na moda, andando com as pessoas certas e que adora poder.



Me pego pensando que enquanto a gente tem que provar que é honesto o bastante, inteligente o bastante, qualificado o bastante, limpo o bastante, bonito o bastante, agradável o bastante, o tempo está passando e quando velhos e cansados, mortos e em espírito, tudo aquilo pelo qual derramamos sangue e lágrimas significa exatamente nada se você não usou o que te foi dado para o bem.



Por isso, por experiência própria, entendi que não se deve fazer nada por obrigação ou compromisso porque a gente não deve atar o outro às nossas escolhas, nem se atar às escolhas dos outros. É mais justo para as partes fazer porque quer, estar ali porque quer e ao escolher estar ali, estar por inteiro e não pela metade.



O cotidiano deve ser mais divertido e bonito do que realmente é porque ao invés de apenas ler sobre as grandes jornadas dos homens, é possível fazê-las, viver tudo aquilo que está nos livros, conversar com gente diferente, dormir na praia e acordar no alto de uma montanha nevada. Sair do centro para encontrar o próprio centro. O dentro profundo onde retomamos nossa condição de liberdade.



Encorajo quem passa por mim a viajar e ver o mundo com os próprios olhos, escrever seu próprio diário. Encorajo a experimentar viver numa cidade diferente, a fazer uma horta, comer aquilo que plantou, pelo menos uma vez na vida para saber como dá trabalho fazer crescer um repolho que é de onde os pais dizem que vêm os filhos. E apoio comprar de artistas desconhecidos e desapegados para incentivar o novo, e gosto de produtores responsáveis e simples que deixam as galinhas serem galinhas e apagam a luz quando fica de noite.



Tudo isso porque hoje o mundo está de um jeito e espero que amanhã esteja melhor.



Espero sinceramente que amanhã não tenham que gastar milhões para dizer para as pessoas que matar alguém não é legal, que grandes corporações têm matado legalmente um monte de gente por causa de pedaços de papel com cara de presidentes assassinados e espécies em extinção, que quando você joga lixo na rua os bueiros mal projetados das grandes cidades entopem e alagam o consultório da minha irmã e a casa da sua mãe e que muito provavelmente esse lixo ainda vai estar no mesmo lugar na sua próxima encarnação.



Espero que amanhã, meus filhos não tenham que imigrar para saber o que é correr livre num parque e voltar tranquilos para casa depois das seis sem ter que pegar um engarrafamento ou pensar em vinte maneiras de evitar um assalto. Espero que não tenhamos que tocar mais nesse tipo de assunto e que todo nosso tempo seja para discutir onde podemos melhorar e não onde continuamos errando.



Impressionante é ver gente com a qual poucos falariam oferecendo uma mão, e que quem você nunca esperou que fosse estar ali ao seu lado quando você nunca imaginou estar em determinada situação, acabou de fato dividindo seu assunto de cabeceira e compartilhando dos seus sonhos e pratos de macarrão.


Impressionante é ver irmão tirando do irmão por vaidade ou cruel ambição e ver gente que tem muito pouco ou quase nada dar tudo o que tem porque fora da caridade pouca coisa faz sentido. E tudo aquilo que agride, complexos, distúrbios, paradoxos abandonam o que são porque nem eles mesmos vêem sentido e pedem paz.

Paz para tomar decisões melhores e mais conscientes, paz para caminhar, para se apaixonar, para lavar a boca, voltar atrás, chutar o balde, entender qual face assume qual momento, paz para viver inspirado, para gritar, cantar ou calar, paz para ceder, paz para ser alguém nesse mar de 4 bilhões e mais alguns.

Impressionante é saber que ás vezes tudo o que se pode fazer é contar uma história, mostrar as fotos e os filmes, esperando que quem veja e/ou escute aprenda alguma coisa com ela e seja melhor. Não pelos outros mas por si mesmo e consequentemente para os outros, se assim desejar.



Impressionante é como a vida é imprevisível e que mesmo assim existe uma canção certa para cada ocasião. Impressionante se espantar e comover com o humano, com o coração que bate, com as mão que dão forma à humanidade,com aquilo que se pode fazer e escolher.


Impressionante, não...incrível! Como tudo aquilo que é possível amar. Incrível como nosso futuro.

Sunday, September 13, 2009

Um segundo no tempo

Por um segundo o tempo parou. Por um segundo, olho a minha volta e agradeço pelas coisas bonitas do meu dia. Agradeço pelo ônibus que chegou na hora, pelos meus pés que me sustentam e me levam onde quero chegar, pelos atos aleatórios de bondade de estranhos para comigo, pelas gentilezas e companhia dos meus amigos, pelos laços eternos e pelo apoio incondicional da minha família.
Agradeço pelas flores pelo caminho, pelos lindos olhos que vejo durante meu dia e pela luz nos meus. Agradeço uma gargalhada que há um tempo não dava e por tudo aquilo que me faz forte e paciente. Agradeço a suavidade da vida, valorizo os segundos em que mágica acontece para que eu me lembre que sou protagonista desta história e que ela merece um final feliz.
Só por hoje, neste momento de silêncio e consciência alerta percebo que saber pedir é tão importante quanto receber um pedido e que sorte mesmo é ter tempo para viver a vida ao invés de ouvir falar dela.
Neste instante de silêncio entendo que a presença do divino é calma e simples e que esta conexão está em qualquer lugar. Entendo também que agradecer faz bem ao coração e lembra que o tempo é curto demais para se gastar com qualquer outro sentimento que não seja forte, puro e constante como o amor.
Neste instante, vale à pena render tributo à vida pela sua magnitude e perfeição, vale entregar-se por completo porque quando amanhecer, o tempo já terá passado e as graças estrão prontas para acontecer.

Friday, August 14, 2009


Comecemos pelo começo...

Eu estava procurando trabalho pra completar as benditas 600 horas do meu industry placement e por um mês procurei como uma insana, apliquei para todos os tipos de trabalho, a ponto de pirar na batatinha. Estava tão estressada que liguei pra Má para perguntar onde eu poderia comprar um floral para estresse. Por uma semana dormi com dor de estômago de nervoso. E quando cheguei na farmácia, comprei não apenas um floral, como praticamente todos os produtos calmantes disponíveis nas prateleiras.

Assim que eu tomei o floral, pá! Da noite para o dia recebi quatro ofertas de emprego seguidas (e fiquei pensando... cara, esse neg'ocio funciona que é uma beleza!!!).


No meio das ofertas tinha um e-mail do meu chef da faculdade falando "Mamori, se você ainda estiver procurando trabalho, estão procurando gente no Bennelong, na Opera House, procure pelo chef Guillaume Brahimi, ele é um excelente chef e é muito conhecido na Austrália".



Três coisas: eu nunca tinha ouvido falar em um restaurante chamado Bennelong na Opera House, muito menos em Guillaume Brahimi, muito menos ainda que ele era conhecido em algum lugar e achei até que fosse um desses exageros de chefs franceses querendo puxar a sardinha para o lado deles.



Então, liguei para minha enciclopédia ambulante, o Dervish... "Dervish, você conhece um tal restaurante chamado Bennelong, tem um e-mail do chef Brioche me falando que estão procurando gente lá".



"Are you kiddiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiing??? Claro que conheço, é um dos melhores restaurantes da Austrália, não fica melhor que isso!!!" Liga agora!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Está entendendo??? Agora!!!


E liguei e mal sabia que essa ligação mudaria minha vida.


O chef me pediu para ir vê=lo no mesmo dia.

Eu fui... Cheguei lá, me recebeu um português que mais tarde descobri que era o head chef, ou seja, ele é o poder! E o poder fez calar os liquidificadores para me explicar as seções da cozinha que pareciam gigantes e assustadoras.

Enfim, no dia seguinte, eu tinha um trial. Nao fazia idéia do que ia acontecer, afinal, eu tinha Perth na mão, com um chef que mais parecia a reencarnação de São Francisco que um chef de tão bondoso que era.

Trabalhei por 12 horas naquele dia e no final da noite o head chef me perguntou se eu tinha gostado e queria voltar. Eu falei "Claro!" Afinal, quando te oferecem um emprego no tal do Bennelong, você não pensa duas vezes, simplesmente vai e aceita.

Eu aceitei esse trabalho e com dor no coração, comuniquei o chef de Perth da minha decisão que como todo bom santo me deixou as portas abertas.

Na mesma semana trabalhei sexta e sábado e na semana seguinte, mais cinco dias seguidos, mais de 12 horas por dia a ponto de não sentir mais os pés. Minhas mão ficaram calejadas, queimadas, com bolhas, e meu corpo inteiro doeu.

Como sou a garota nova, a australiana que me da os comandos rosnou e latiu para mim porque não sei fazer ainda tudo com perfeição de um restaurante 3 hats. Uso minha casa praticamente so para dormir e tem horas que me dá medo só de pensar em voltar ao trabalho.

Minha família está orgulhosa, assim como todos os meus amigos... mas a verdade é que só eu sei o que meu corpo e mente passam nessas horas de trabalho pesado, mais pesado que o de um pedreiro. E que no fim das contas o restaurante ter três hats ou nenhum hat não muda o que eu sinto.

Aprendi a passar praticamente o dia todo sem conversar com ninguém. A ficar calada e só obedecer, dizer sim e pronto, mesmo que não seja minha culpa, engulo e falo yes chef, yes, sir, yes mamn.

Este está sendo como um processo dos alcólicos anonimos, um dia de cada vez. Antes eu amava ver a Opera House... hoje me dá tremedeira.

Trabalho sem reclamar. Estou admirada com o que meu corpo consegue aguentar. Eu agradeço ter trabalho, porque sei que a graça divina deve ter um plano maior do que a minha compreensão no momento.

Não consigo contar isso de uma forma engraçada. Só posso defender os trabalhadores de cozinha que pegam no pesado como a gente. Sei que existem lugares em que mesmo que seja duro, as pessoas cantam e dão risada e relevam os erros. Lá, onde estou, perdoam meus erros, mas nunca relevam.


As pessoas não têm idéia do que se passa na cozinha de um restaurante e não estou falando de uma cozinha qualquer, estou falando de uma cozinha onde existe dinheiro e infra-estrutura: as pessoas não sabem que quando alguém reclama, somos humilhados, xingados e agredidos. Trabalhamos mais de doze horas por dia, com salários baixos e sem intervalos para ir ao banheiro, comer numa velocidade razoável ou respirar ar puro. Isso é lei comum na maioria dos restaurantes que existem por aí, inclusive no Brasil. E todo mundo diz que o sistema é assim e que a gente precisa se adequar a ele.

Eu emagreci. Acabei com meus band-aids. Não sinto raiva, cada minuto é precioso demais para gastar com raiva.



Nunca mais vou olhar um restaurante da mesma forma, não reclamo mais de atraso, de espera de marca de dedo no prato.


Não trato ninguém mal, não desconto nos outros, não respondo e continuo gentil. Como disse Chico Xavier, "o ódio que julga ser a antítese do amor, nada mais é do que o amor que adoeceu gravemente" e os doentes, necessitam de cuidado.


Preciso espalhar no mundo a idéia de que precisamos ter compaixão na 'prática, muitas vezes, aquilo que é da maneira que é, não necessariamente está certo e a gente tem que ser a mudança que quer no mundo.


Essa é minha experiência e minha percepção. Não se trata de dó ou piedade.
Ainda estou me acostumando com tudo isso, com essa realidade que me arrebatou por inteiro.
Quando chegar minha hora de decidir, quero fazer do ponto de vista de alguém que faz isso com consciência.


Achei que esse tipo de absurdo cotidiano fosse simplesmente um drama de filme, mas talvez o filme tenha inspirado a realidade e francamente, não tenho muitas palavras para expressar o que eu presencio por lá.


Rezo o salmo 90 todos os dias para ter forças e persistir. Se estiveres em apuro, agarra-te à tua fé.


Você que habita ao amparo do Altíssimo,e vive à sombra do Onipotente,
diga a Jave: "Meu refúgio, minha fortaleza,meu Deus, confio em ti!"
É livrará você do laço do caçador,e da peste destruidora.
Ele o cobrirá com suas penas,e debaixo de suas asas você se refugiará.O braço dele é escudo e armadura.
Você não temerá o teror da noite,nem a flecha que voa de dia,
nem a epidemia que caminha nas trevas,nem a peste que devasta ao meio-dia.
Caiam mil ao seu ladoe dez mil à tua direita,a você nada atingirá.
Basta que olhes com seus próprios olhos,,para ver o salário dos injustos,
`porque você fez de javé o seu refúgio e tomou o Altíssimo como defensor..
A desgraça jamais o atingirá e praga nenhuma vai chegar à sua tenda:
pois ele ordenou aos seus anjosque guardem você em seus caminhos.
Eles o levarão nas mãos,para seu pé não tropece numa pedra.
Você caminhará sobre cobras e víboras,e pisará leões e dragões.
Eu o livrarei, porque a mim se apegou.Eu o protegerei, pois conhece o meu nome.Ele me invocará, e eu responderei.
Na angústia estarei com ele.Eu o livrarei e glorificarei.
Vou saciá-lo de longos diase lhe farei ver a minha salvação".

Saturday, July 18, 2009

Quando o mundo pára


Eu percebi quando o tempo mudou... de repente, não mais que de repente, como uma piada sem graça, senti a vibraçao mudar e aí, foi uma atrás da outra. Esse post tem sido um processo para mim, um processo de voltar a me movimentar. Foi escrito e reescrito, pedacinho por pedacinho até que eu pudesse publicar.

Foi muito simples de ver que eu não estava na crista da onda. Mas por incrível que pareça, fiquei consciente o tempo todo. Só me desesperei quando percebi que à minha frente havia névoa. Névoa é pior que o escuro, ao escuro pelo menos, os olhos se acostumam. Mas no nevoeiro não há por onde. Perde-se a noção espacial, temporal, sufoca-se.



Foi assim que me senti nessa última semana, aquilo que vingaria não vingou, aquilo que venderia não vendeu, aquilo que sentiria, não senti. Restou apenas, o vazio.



Em ocasiões passadas já me senti assim, talvez de uma maneira muito pior, sem perspectiva ou meta. Dessa vez ficou um vazio, que logo virou saudade. Saudade do que poderia ser, do que poderia ter sido, saudade daquilo que é concreto, plausível e palpável naquele lugar onde conhecemos por lar mesmo que lá nesse lugar exista uma imagem de você que não mudou para quem ficou, mas que entre as coisas imutáveis existe o amor que chega ao ponto de pedir a todos os santos do céu que olhem, não por eles mesmos, mas por você.

E a consequência do vazio foi saber que alguém que já estudou tanto sobre pensamento positivo fé e amor tem condições suficientes para saber que é preciso deixar o vazio e os amigos do vazio te devorarem para encontrar paz. De dentro da minha angústia, deixei o vazio fazer seu serviço.


No meio do nada, administrando julgamentos, auto-piedade, medo, ignorância, disse a mim mesma, é preciso ter fé e me agarrei a isso. Eu me lembro bem de uma conversa com o Dervish em que eu estava no começo da grande busca do nosso IP e algo não tinha saído bem. Lembro da frustração e de ter sido derrubada nas pernas pelas palavras HAPPY BIRTHDAY! Nesse dia não quis chorar, não tive raiva, nem medo, nem culpa, nem vergonha (e olha que eu sinto muita vergonha). Eu me coloquei exatamente no meu lugar: aprendiz!



"Tudo vai ficar bem! Algo melhor está a caminho!!!"



"Tenho mesmo que ter fé!"


Quando a gente tem fé, coisas boas vem para o nosso caminho e nos tomam nos braços. E acredito nisso, acredito que essa é a nossa razão de ser, aprender a abrir mão de certas coisas, entender que como seres humanos, não podemos controlar tudo. Entreguei a Deus meu desespero, meu medo.


Agradeci mais uma vez a sorte de estar onde estou, de fazer o que faço de ter a certeza de ter a noção exata de que estou onde deveria estar, fazendo o que deveria fazer mesmo pensando constantemente nas palavras "eu quero a minha mãe!".



Morar longe de "casa" faz isso com a gente. Faz a gente ter saudade do que poderia ter sido, mesmo que se tivesse não seria tão bonito como nas nossas ilusões.

Olhei fotos antigas, fui saber dos meus amigos, alguns viraram celebridades, outros tiveram filhos, alguns encontraram alguém para casar, saíram do armário, descubriram que alguém tão de perto não era quem pensavam ser, alguns continuaram doentes, outros conseguiram exatamente aquilo que queriam. Olhar para fora ao invés de olhar só para dentro mexe com a gente.



Então, eu me recolhi por uns dias, em humilde reconciliação reflexiva. Orei, tomei banho de sal grosso, jantei um livro de auto-ajuda, andei, corri, dormi, perdi o sono, pintei o cabelo, sobrevivi ao ócio, e ás idéias preconcebidas de paz e felicidade.

Aos poucos, a fase de "Oh my God, what now" foi perdendo a força e dando lugar a "Yes! I can do it!" e posso citar a mim mesma "Just have faith and good things will come your way".


Para usar meu tempo produzindo algo bom e construtivo voltei a desenhar. Redescobri meu amor por designs. Alguns dias, pelo meu trabalho, passei madrugadas em claro, só pelo prazer de ver uma tela terminada.


A imagem que ilustra o post é um dos meus designs. E não estava triste quando o fiz, pelo contrário, estava emocionada. Comovida por ainda estar em mim a mesma paixão de anos atrás.

Se faz sentir, faz sentido. Maior que este corpo ou que as idéias dos homens














Thursday, July 9, 2009

Matrimônio, matrimônio...isso é lá com Sto. Antônio!



Mesmo aqui do outro lado do mundo, a gente não poderia deixar de comemorar essa tão importante tradição brasileira. Afinal, brasileiro que é brasileiro comemora festa junina com tudo que tem direito, afinal, é só uma vez no ano!

Depois de quase um mês planejando, a nossa festa junina saiu!!! E como toda festa sempre tem uma polêmica, a nossa não poderia ser diferente!


A começar pelo milho... O milho foi o vegetal polêmico da ocasião a começar pela decisão dele ser ou não parte da festa, dadas as nossas limitações orçamentárias "o que é que vai ter de salgado?" - respondo: "pão de queijo, pipoca, cachorro quente e batatinha" escuto: "MAS O QUE ACONTECEU COM O MILHO????????????????????" respondo: "não aconteceu nada, justamente, nós cortamos o milho porque está fora de época, três espigas por $3 e viraremos todos galinhas da Angola pois não apenas nossa dieta será constituída unicamente de grãos como logo em seguida morreremos de fome como os habitantes da nossa nação irmã africana. (respiro) sem contar com o o fato que despertaremos a ira de 65% dos convidados, porcentagem correspondente aos participantes do sexo masculino que esperam comer salsicha no pão (e naquela hora estave me referindo unicamente ao contexto gastronômico da figura)" e depois da minha detalhada explicação escuto: " não cara!!! tem que ter milho!!!" e blábláblá, converse com a minha mão.




"Ok, ok, ok, vamos então no Paddy's Market comprar o milho, lá deve ser mais barato...


(reticências... geralmente significa... Oh dear...)"


E lá fomos nós no (old) red car da Carioca, comprar milho barato para alimentar dois times de futebol em campo e seus reservas.


Andamos pelas barracas do mercado e superado o choque inicial ao descobrir que os donos das barracas de vegetais eram todos chineses e gritavam as ofertas no caso, em chinês... encontramos uma única barraca em que havia milho e para nosso espanto, o feirante era australiano!
Três milhos por 2,5... mais barato mas eu precisava pechinchar... orçamento é orçamento... e ele nos deu 29 milhos e uma espiga de brinde por 20 dólares! Ótimo, fechamos negócio (melhor pular a parte em que a Ra fez as contas erradas e quase brigou com o dono da barraca por vender milho mais caro para a gente e pagamos o mico de ver o cara falar "presta atenção moça, claro que não! Eu estou fazendo 30 milhos por 20 e não vinte milhos por trinta" ...

Caixa de milho na mão, "vambora daqui!".

"Desvia, desvia, aiii tá pesado... Ra... C-O-R-R-E QUE O FAROL ABRIU!!!"


Milhos salvos!


Em casa, duas mulheres solteiras descabelaram trinta espigas de milho... acredite, não existe prazer nisso e resta apenas o cansaço final. Dois bolos de fubá foram assados, um com goiabada e outro com erva-doce, uma panela enorme de canjica também foi preparada e eu literalmente me senti como as merendeiras da escolas municipais do estado de São Paulo quando a fila do bandeijão se instalou e eu comecei a gritar para botar ordem no galinheiro, digo, na cozinha.


O vinho quente ferveu, a cachaça esquentou, o pão de queijo assou, a pipoca estourou, a salsicha ferveu e alguém, fez a caridade de trazer paçoca! As bandeirinhas e o bolo de cenoura chegaram ás 6 um pouco antes do padre.


Todos os cavalheiros a caráter, australianos, alemães, venezulanos, brasileiros, indianos e afins todos de monocelha, bigodinho e cavanhaque, chapéu de palha, camisa xadrez e retalho na calça.


E as damas de vestido colorido, trancinha ou maria chiquinha, pintinhas e coração no bumbum.

Tudo correndo bem até que chegou a hora do CASAMEMTO NA ROÇA e finalmente, Santo Antônio ouviu minhas preces e me deu um matrimônio!


POIS É POVO, EU CASEI! Casei em inglês com o o Gabriel, partidão, todos os dentes na boca, residente australiano, um caipira bem caipira! Nosso casamento foi a comédia do ano, meu bouquet de bandeirinha caiu no chão e não sei se vocês fizeram a conexão mas bouquet parece muito com outra palavra quando pronunciada ao pé da letra em "caipirês" e enfim... sem comentários...


Nossos votos foram uma dose de cachaça BOAZINHA e a única coisa que lembro foi o noivo falando "Anda logo padre, HONEYMOON, HONEYMOON padre!"


E como se não bastasse 25 pessoas de todas as partes do mundo numa sala de apartamento falando ao mesmo tempo e comemorando um casamento de festa junina com a empolgação de um canguru boxeador, nós não poderíamos deixar de dançar quadrilha! Claaaaaaaaaaaro por que não fazer mais essa???
Emendada no casório começou a quadrilha... que durou exatos 45 segundos porque foi exatamente o momento em que nosso vizinho de baixo invadiu o arraiá (polêmica 25675) fazendo o maior escândalo pra gente parar de pular no chão... (oh crap) E LITERALMENTE APAGOU A NOSSA FOGUEIRA... (rapidinho, em nossa defesa, eram sete horas da noite e nós nunca fizemos barulho, de verdade, foi a primeira vez sendo que o bebê deles chora TODOS OS DIAS de madrugada e nós nunca reclamamos. Ou seja ele agiu como um animal irracional americano, then again, talvez ele seja um).


Aí os amigos australianos que são bem australianos resolveram ficar esquentados com o vizinho e dizer, "Olha Man, this is a wedding!" e aí a namorada brasileira tentou segurar o namorado australiano e cara... aí sim a festa virou uma novela... desmanchamos a quadrilha rapidinho rapidinho, não lembro como foi que meu quarto virou um pronto-socorro emocional, mas estranhamente, pessoas com lágrimas nos olhos adoooooooram o carpete do meu quarto (polêmica 34528) ahhahahah e entre mortos e feridos o importante foi que eu casei !!! ahahhahaha (só rindo mesmo)


Encontrei com o Dervish e o Stingy depois da festa ... eles tinham ido embora mais cedo e contei o qu aconteceu... "Mamori, se você quase explodiu seu apartamento quando casou de mentira, o que é que vai acontecer quando você casar de verdade?" ... "Não sei Dervish, mas acho melhor avisar o vizinho antes, né?" ... "Talvez seja melhor avisar o Corpo de Paz e os bombeiros também!" ... "Ok, vou pensar nisso"

Só fiquei triste pq não deu nem tempo de fazer a dança da laranja e o ovo na colher.

PS. Depois do casório fizemos controle de danos e mandamos uma caixinha de bombons para o vizinho pedindo desculpa. Não interessa quem estava com a razão ou não, interessa que a gente precisava ficar de boa com eles e pronto e quando fomos conversar com eles, a esposa claro (porque quando os maridos fazem merda sempre sobra para as esposas) veio toda envergonhada se desculpar pelo comportarmento do trogloditam digo do marido dela (que tinha tido um bad day) e falar que quem tinha que a gente não precisava apologize porque a gente nunca faz barulho e eles sabem que o babê deles grita toda madrugada e blá blá blá. Ou seja, ficamos de bem. Ou seja, moral da história crianças quando vocês tiverem um dia ruim no trabalho não descontem na felicidade do vizinho porque eles não tem culpa. Em defesa das festas de apartamento me despeço deste post. Ufa casar dá mesmo trabalho!!!

Mesmo assim , obrigada Santo Antonio, já te tiro do balde e devolvo o menino Jesus.

Thursday, June 25, 2009

Lixo de banheiro é um desabafo



Preciso desabafar... não adianta... estou tensa... duas palavras para vocês: MY PRECIOUS!


Se você assistiu ao Senhor dos Anéis sabe de quem eu estou falando, na verdade, postar isso é como ser protagonista de Risco Duplo e rezar para não me pegarem... pois então, imagine o Smeagol em versão feminina te enchendo a paciência a ponto de fazer do seu quarto uma jaula... tudo para não ter que escutar a mania incessante de reclamar de tudo... pois é... MY PRECIOUS ressucitou... para fazer da minha rotina, digo, a do Frodo uma batalha!


Meu pai sempre me ensinou que crítica por si só nunca é construtiva porque não oferece solução... lembra daquele processo diga uma coisa boa, depois vomite o ruim e termine com a sobremesa: algo doce e agradável... se a gente só vomita o ruim, dificilmente as pessoas vão querer voltar ao restaurante... e isso é com tudo na vida.

Aprendi quebrando a cara que gente que reclama muito passa a vida inteira reclamando e ninguém gosta de gente assim. Reclamar é doença.

Ou seja, quem reclama de tudo e critica os outros afasta as pessoas, porque chega um ponto que por mais que se goste do reclamante, a situação fica insustentável e para não ouvir mais a respeito e preservar a convivência, o silêncio é a saída.

Nesse trajeto rumo à solidão são sacrificados os melhores momentos que se pode ter com alguém, sacrifica-se a amizade, a camaradagem, a compreensão com o outro e mesmo a capacidade de enxergar e valorizar coisas boas que são feitas todos os dias.

As pessoas vão se fechando por não saber como lidar.

Minha mãe sempre disse que solidão é triste e que gente sozinha tem mania de se apegar às coisas, de ficar metódico e severo com parâmetros, ou seja, fica um chato.

Pior que isso é só saber falar de si mesmo e querer que os outros falem de você, egocentrismo, está ligado? Não importa se a conversa é sobre o jardim da Flor, a pessoa, no caso, falará do SEU vaso de orégano.

My Precious ganhou esse apelido dos meus amigos, sem que eu tivesse dito uma só palavra e o negócio pegou de tal forma que não falam mais o nome da dita cuja... é My precious pra lá, My Precious pra cá e enquanto eu estava sofrendo em silêncio, todo mundo já tinha percebido...

Eu não estou sabendo muito bem o que fazer, segundo minha irmã "faça cara de palmeira... você sabe como é, não sabe?". Pois então... estou correndo o risco de criar raízes na sala e derrubar um coco, pois essa é a única cara que estou usando ultimamente... abanando minha folhagem.

Conviver com alguém de perto é isso... você acaba descobrindo que sem maquiagem todo mundo tem defeito, o bizarro é que dá para entender exatamente o que faz as pessoas correrem dela... eu mesma correria. Não pelos defeitos em si, mas por não permitir que o outro também tenha os seus próprios defeitos e seu tempo para lidar com eles. Acho que isso é o que assusta mais.

No começo, achava que fossem hormônios, vulnerabilidade, qualquer fator assim e ficava que nem uma tonta agradando para não desagradar. Mas depois passou a ser simplesmente um chute no peito essa coisa de ser imprevisível e querer controlar os outros, você sofre e fica quieto sem saber de onde veio. Quando a gente fica tolhindo a liberdade do outro, a vida vira uma obsessão e o menor gesto como acender ou apagar uma luz provoca terror. Ou seja, estava mesmo aterrorizada... não acendia a luz porque gastava luz, se apagava a luz também estava ruim porque ia queimar a lâmpada. Me explica???
Depois tem o lance do lixo de banheiro... não temos lixeira no banheiro porque My Precious doesn't like it, tínhamos um saquinho transparente... agora me fala se o seu lixo de banheiro ficasse ali para excrutínio público, como você se sentiria quando expostos estivessem seus cotonetes usados, seu fio dental, as unhas cortadas, etc, etc, etc...

No fim, precisei desabafar e me dar ao luxo de comunicar minha decisão de apertar aquela popular tecla do sistema quando seu cérebro foi violentado na horizontal, na vertical e na diagonal tentando achar uma solução diplomática, não restando saída, lanço mão do FODA-SE... Porque: não é da minha conta redimir os outros, não exijo que andem com as mãos ao invés dos pés, aprendi a pedir e a fazer por mim mesma se me incomoda. Não dou no saco de ninguém de graça, MAS SE VÃO POUPAR A VIDA DO BANDIDO, NÃO MEXA COM OS MEUS DIREITOS HUMANOS... Cada um sabe onde dói o calo. Hoje tenho uma noção exata que é exatamente pelo amor que a gente quer trazer para as nossas vidas que temos que nos melhorar, fingir de santa não adianta, vão te pegar no pulo principalmente se a sua trilha sonora for "por fora bela viola, por dentro pão bolorento"!!! Sou macaca velha nesse negócio de viver na Terra e aprendi que: se está na Terra é porque tem defeito! Então não me venha apontando o dedo porque olha só... meus dentes são pequenos, mas eu sei morder!

Cada um corre sua maratona no seu ritmo por isso chatos de saco, estudem a história do liberalismo "laissez faire, laissez aller, laissez passer, le monde va de lui même" - "deixa fazer, deixa ir, deixa passar que o mundo vai por si mesmo" e por favor, deixem a lixeira no banheiro, eu comprei para isso.