Tuesday, January 5, 2010

Obrigada!



2009...ahhhh 2009... foi de tudo e mais um pouco, deixou marcas, mordidas e arranhões............................. por tudo de melhor e pior que fez de 2009, 2009......................................................... uma retrospectiva poética sem querer ser poema.............................................foi osso, um poço, uma alegria, uma fria, um calor, cheio de amor, família, foi pilha, encontro, de pronto, surpresa, beleza, gentileza, patada, batata, de caranga quebrada, do espaço, palhaço, ator, um tanto de dor, foi crescer, aprender, uma arte, outra parte, foi mudança, que balança, despedida, de fibra, de chegada e partida, foi um frio, foi mil, de andança, que amansa, de largar e recomeçar, de verdade, de maior idade, de luz, de carregar uma cruz, de sorrir, de tarde, de marte, de choro, de ouro, de confusão, de andar de avião, de humor, de fazer um favor, de receber, de perceber, ponto final, que tal, uma aventura, saco que atura, de anjo, marmanjo?, de fogos, de blocos, de pé, de cafés, encostado, suado, de trabalho, por uns trocados, de lavar pratos, de cuidados, de se dar conta, de pedir a conta, de divórcio, de ócio, de almoço, de desespero, de novos temperos, de fotos, com focos, de se apoiar, tomar na cabeça, se equilibrar, de rir, de agir, de pictionary, de comer dairy, de ganhar aumento, de casamento, de escrever, de ler, de conhecer, um pretendente, de coisa quente, de brother, de dar chance, para um lance, de bodas, de todas, meninas, te animas?, de videoconferência, de interferência, de amigos, de inimigos, de Deus, dos seus e até por que não, de Zeus, de raios, de quase desmaio, de recuperar, voltar a andar, de discutir com o sogro, de colocar a fantasia de ogro, de ficar de saco cheio, de querer mais recheio, de doce, que se fosse, não faria pose, de consolo, de expo-lo, de vinho, de linho, de farra, qual tara, de cachorro, no alto do morro, num barco no porto, de escondidinho, rapidinho, um gosto, gostoso...e brilho no rosto!

Por tudo isso, obrigada, essa salada de ano passado aconteceu porque vocês estão na minha vida ou passaram por ela ou entraram/saíram dela: Família unida, tia Má, Tatão, família ozzy, quem se não existisse seria mesmo um desperdício do universo, porque realmente não teria 1/3 da graça estar nessa terra de canguru sem vcs!, Rafa (amiga que veio de presente do tico, delicada, tipo anne hathaway), Rafa (ator artista, vida que não cabe no corpo), Má (vc é do baralho carioca) , Má (amigo que me dá amigos), Guto (não me curte, mas me adora), Beca (maquiadora oficial, força de mulher), Sunny (my ground and guide), Edu (mi amor, hermanito, te quiero!), Keren (ray of light), Amit (let's go find me a nice jewish boy lol), Stella (diva), Patty (mãe, irmã, filha, amiga, confidente)... Nanda, exemplo de vida saudável e responsável, viva a guacamole e as nuts!, João (vc tem umas sacadas que eu fico pensando por horas e que fazem total sentido ... que medo!)e Tati, picnics, noitadas no wharf, drinks em casa, mobiliar ap, conseguir ap... ufa que cansaço...Ceci, Erika, Juuuuuuuuu (em London) Mark, Ryo, Carô, chefs, kitchen hands, colegas de trabalho gente boa, colegas de trabalho filhos da puta, uma menção especial para a filha da puta mor: chef kirsty do bennelong e sua fiel pitbull de companhia jackie ... hoje entendo vcs... tanta raiva acumulada era simplesmente falta de sexo!
Gratidão ao povo de Perth e à água do lugar: Eileen, Dani, Carlos, Christian, Hannah e Kevin (aliás, nunca mais olharei Beyonce da mesma forma) que me ajudaram a ver que tem muito lugar bacana pra se trabalhar por aí e que se tornaram amigos de verdade!

Obrigada de novo aos meus pais e à minha irmã... a gente tem realmente que se achar qdo faz parte da azeitona da empada de todas as familias existentes no universo ahahhahhaah família lindaaaaa uhuuu

Tatão, my faithful bff, best friend for life, alma gêmea, parceira de brigadeiro, madrugadas em claro, desabafos, filme de menininha, discussões filosóficas sobre a existência dramática do pêlo branco da tromba do elefante negro e todas as outras questões importantes da vida como a busca da felicidade, profissão, negócios, festas, namorados, romances, paixões, homens no geral e quem os entende, arte, encorajamento para novos projetos, viagens, Ubatuba, New Zealand, Australia, Hugh Jackman, etc, etc etc... sem palavras pra agradecer esses anos todos de parceria, tamo juntaaas, mesmo que por sessões de msn ahahhaha


Obrigada aos pilotos de avião que me levam e trazem em segurança, aos motoristas de ônibus e carro na mão inglesa, na mão normal tb, ao advento da internet, ao inventor do inseticida que faz a gente não ter mais que pisar em barata, ao meu cachorro de pelúcia buster, que serve de travesseiro na falta de um, aos alunos do meu pai, ao criador da praia e do salmo 90, às estrelas do céu, aos grandes chefs que escreveram ótimas receitas, à toda música, pois sem ela a vida seria um erro,à arte e tudo que faz bem: yoga, orgânicos, gente bonita, gente boa, bom humor, bombocado, rimel da loreal, lápis de olho, pagamento em dia, mar aberto, poesia, filmes, cientistas responsáveis, ativistas ecológicos, documentaristas com noção, pax, caixas de papelão gratis no mercado...!

Obrigada de verdade pelo que foi bom e pelo que foi ruim, obrigada pelas coisas boas que me fazem ter fé na vida e pelas coisas não tão boas que me fortaleceram e ensinaram... mas pensando bem... super mega master obrigada às coisas boas de novo... vocês são as melhores coisas da minha vida e é por vocês que eu acordo de manhã!


Obrigada do fundo deste coração pululante!

"Tudo vale á pena quando a alma não é pequena" (alguém muito sábio)

Sunday, January 3, 2010

Abrindo portas! (do céu e da terra)


Sabe quando a gente encontra alguma coisa realmente fantástica e quer contar pra todo mundo? E meu pai que dizia que assistir novela não presta para nada... mentira... ensina um monte de coisa errada, mas a trilha sonora em compensação...
Pois então, essa é minha sensação ao escutar Maria Gadú, de que ganhei o dia!

Eu aqui em Perth, sem nada para fazer no meu day off (já que estava um calor boiling hot) em casa, com vontade de enfiar a cara na banheira a cada cinco minutos, me deparo com uma indicação do youtube para ver Viver a Vida e eis que na tomada panorâmica do Rio de Janeiro escuto... "Shimbalaiê quando vejo sol beijando o mar/Shimbalaiê toda vez que ele vai repousar". Me apaixonei!

Há muito tempo não escutava algo tão bacana, honesto e bonito mesmo tempo. Já vinha há dias baixando músicas velhas por falta de algo que cativasse meu coração musical e meu cérebro descompassado e daquela cena de novela emendei uma atrás da outra...a ponto de cantarolar "pior que o melhor de dois, melhor que sofrer depois"... e por aí fui madrugada adentro para enfrentar o constante calor horrendo.

Cheguei até a comentar com um amigo gringo sobre ela... que foi direto pro youtube escutar ne me quitte pas e adorou! E me chamou muito a atenção o fato de ela sempre saber o que queria fazer da vida e ter uma mãe desencanada o suficiente para dar liberdade para filha sair trabalhando, tocando violão por aí antes dos 18.

Fora minhas descobertas musicais, andei prestando atenção ultimamente que as pessoas em geral andam mais confortáveis para falar em Deus, o Alfa, Ômega, Grande Pai, Universo, qualquer que seja o nome que se dê para Ele ou Ela.

Acredito que estamos caminhando para um entendimento entre ciência e espiritualidade, justamente porque as duas coisas evoluíram com o tempo e hoje a vida prática mostra que nem uma nem outra explica tudo. Mais importante que os interesses de uma ou de outra, o próprio ser humano passou a se colocar como a razão pela qual essas duas forças de conhecimento existem e que cada uma serve a humanidade no seu campo de ação e se mostram a cada dia mais unidos.

Nem o homem se sente um joguete do destino ou temeroso do julgamento de um Deus temperamental ou de um Jesus sofrido e ensaguentado na cruz, e tampouco se veste de tirano arrogante, soberano da matéria.
A física quântica abriu um espaço para quem não entendia as matéria puramente exatas e difundiu-se o conceito de universo (ahhhhhhh o universo, onde tudo é possível, onde abre-se o espaço para desejar e ser atendido, sem CULPA).

Bottom line is, não estou escrevendo isso para articular uma dissertação sobre ciência e religião, afinal isso é um blog pessoal e parte de ser pessoal é que eu me propus a fazê-lo da maneira mais honesta possível e próxima de mim para dar voz às coisas que nem sempre tenho oportunidade ou jeito para falar.
Parte disso vem do fato que acho que meu mundo interior é muito mais interessante do que meu mundo exterior e que o blog é minha ponte entre as duas coisas.

Assim como ciência e religião andam fazendo as pazes na última década, eu também gostaria de compartilhar essas pazes que tenho feito comigo mesma. Durante um bom tempo fui só espírito na Terra, sem saber o que fazer com meu corpo, sem saber o que fazer com todos os fatores da vida que se leva neste planeta, sem saber muito bem a serventia das conquistas materiais, e principalmente, sem me conhecer melhor. Uma vez que entendi a natureza do meu espírito e a ligação dele com as coisas da Terra pude ir atrás de conquistas individuais que antes estavam em piloto automático.

Hoje eu vejo o quanto eu estava amendrontada de mim mesma e quanta gente que deve estar assim até hoje, fazendo escolhas grandes de forma pequena, sem ter a chance de se conhecer e com medo de buscar ser quem realmente quer ser, sem saber que não existe risco se você pensar que é um investimento em si mesmo para saber o que é seu.
Sorte de quem já nasce sabendo o que quer da vida como a Maria Gadú e mais sorte ainda ela teve de não ter ninguém dizendo, olha não faz isso ou aquilo porque não dá dinheiro ou porque não quero ter um filho fazendo isso ou aquilo.

Lembro do meu marido da amiga da minha tia que tem um filho ator e outro hoteleiro e do jeito raivoso como ele debochava dos filhos "Olha Massako, olha que beleza que ficou minha família, tenho um filho cozinheiro e outro viado!" - sendo que o hoteleiro nunca chegou perto da cozinha e o suposto viado tinha acabado de casar apaixonado com uma mulher. Ele realmente não conhecia os filhos e no fim, acabou perdendo os dois para a distância que foi se tornando cada vez maior.

À parte dessa confusão toda, das influências nas escolhas dos outros, escolhas que deveriam ser individuais e livres de pressão, com direito a errar várias vezes para acertar eu ainda me espanto com um país tào diferente do meu, onde ser pedreiro dá uma baita grana, onde os cineastas saem pelo país fazendo bicos pra poder filmar, onde tem gente fazendo faculdade de florista ou escolhendo ser faxineiro porque é um ótimo faxineiro. É uma estrutura muito diferente, não apenas econômica, mas mental. E entendi que esse negócio de ter uma profissão de nome tava na minha cabeça e provavelmente na cabeça de todo mundo no meu círculo de convivência e que se eu não tivesse saído, jamais teria percebido o quanto eu estava distante de mim mesma porque junto com o lance da posição, das "responsabilidades do seu clã" vem a exclusão social.

Depois de ter estudado no colégio sobre excluídos daqui e dali, eu entendi o significado dessa palavra, percebi a exclusão gritando na minha cara, me colocando como exclusora ativa, passiva e como excluída - percebi que estava vivendo de acordo com padrões que excluem ao invés de incluir e o quanto esse orgulho e essa batalha difícil (que é simplesmente o que é, uma batalha difícil) para se fazer me fizeram subestimar a inteligência de tanta gente e minha própria inteligência. Hoje, eu vejo quanto tempo eu perdi batalhando para estar num time, para não cair para a segunda divisão, para chegar na primeira, e vejo quanta burrice vem com a soberba e quantas lágrimas, reais, dólares, energia eu teria empregado melhor para saber o que eu queria da vida e o que estava disposta a oferecer realmente.

Esse tempo me mostrou o poder da mudança, de largar tudo e que são poucas as coisas que a gente precisa, o resto é conforto ou excesso, mas que o mundo gira mesmo baseado no que a gente quer. É a nossa vontade que faz a ponte entre o mundo de idéias (os sonhos) da realidade. Se não existe vontade, não existe realização.
Aos poucos esse conceito de auto-conhecimento está entrando na minha cabeça, porque se eu não souber o que gosto ou não, nunca vou poder fazer o que gosto, que dizem por aí, é a fórmula dos bem resolvidos de verdade!


Então, nesse tempo que segue sua eternidade, parto de um ponto que dá um sorriso singelo, daqueles que não mostram os dentes (ainda), mais feliz e menos bobo, trabalhador, para continuar colecionando figurinhas por esse mundão afora (agora já sei o que fazer com elas... é pra completar um álbum meu Deus do céu!!!)

Tuesday, December 29, 2009

Respire fundo


Entendo agora o que eu vim fazer aqui do outro lado "do outro lado" do mundo, sim, é onde eu estou... em Perth... isolada da civilização, definitivamente.
Perth 'e uma "cidade grande". Para o meio de lugar nenhum é realmente grande! O centro da cidade tem três ruas principais e fica a quinze minutos da minha casa (o que nunca aconteceu antes...digo, eu morar perto do centro de alguma coisa).
Fora isso, faz um calor horrendo de noite que combina muito bem com os barulhos da porta do meu quarto no meio da madrugada, aqueles que fazem qualquer ser humano querer ficar bem acordadinho para ter certeza de que nao abriram a porta do inferno enquanto você cochilava.
De resto, as pessoas são muito legais, são tão gentis que quem vem de um lugar onde generosidade custa um favor aqui e outro ali que nem eu, fica achando que deve ter alguma coisa errada com a água do lugar.
Mas isso é normal para eles... se ajudar, receber bem as pessoas novas, amar cuidar do jardim, que é minha mais recente descoberta: a casa que eu moro tem um jardim simpático com uma parreira, três tinas com pés de limão siciliano, quatro ficus podados e um gramado semi esturricado pela estação, onde o James, meu flatmate, e os amigos dele tomam cerveja até cair a cada dois ou tres dias. Debaixo da parreira fica a mesa onde fazemos a maior parte das refeições e de onde eu tenho meus melhores momentos de ócio criativo ou nem tanto.
Acho que faz muito tempo que não sabia o que era curtir uma casa... aproveitar a luz que entra no quatro para escrever, desenhar, colocar as idéias no lugar.


Eu achava que trabalhar no Guillaume tinha feito um bom estrago nos meus pés e em outras partes do meu corpo que não voltaram pro lugar, no entanto, não tinha percebido nada até o João falar no meu picnic de despedida " nessa idústria (hospitality) é muito fácil você perder a paixão quando não está no ambiente certo, é muito rápido (e estalou os dedos) para você se perder".
E foi exatamente o que tinha acontecido comigo. Eu tinha perdido a paixão. Não tinha percebido que eu tinha perdido a fé no meu trabalho, pior, perdido a confiança em mim mesma, tanto que estava a ponto de jogar tudo para o alto e voltar a ser RP... (que vamos combinar...putz melhor morrer de catapora!). Estava tão sem confiança que um emprego de vendedora de enciclopédia era minha mais nova meta de vida.

Acabei indo para o Brasil para passar boa parte das minhas férias na cozinha da minha mãe. Estranhamente, as grandes transformações culinárias da minha vida acontecem naquela cozinha, esparramadas na pia de granito (que mal sabe ela, é ideal para arte em chocolate!) e naquela mesa de 50 mil anos e tampo de vidro que eu e minha irmã provavelmente vamos nos estapear se um dia ela virar herança.
Durante duas semanas eu me muni do amor pela minha família e principalmente pela força do grande momento da vida da minha única irmã, para dar a ela o meu presente! Para entregar, não um eletrodoméstico embrulhado, mas sim o presente de ser presente como companheira do grande acontecimento da vida dela: o casamento!
E Deus, como ótimo empreiteiro que é, magnanimamente, incansavelmente, pacientemente se encarregou de me mostrar que existe um lugar no mundo para mim que é dentro de mim mesma e pode montar acampamento em qualquer parte do mundo.
Quando meu tempo lá estava para terminar, mais uma etapa começou.
Entao, subi num aviao para encarar o patisserie lounge do Azure. E foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido. Encarei o trabalho como um oportunidade de voltar a andar e eu caminhei(com as minhas proprias pernas). Este foi meu presente de Natal.
Acho que isso vale para qualquer pessoa... esse tipo de lembrete sutil de que é muito fácil perder o gosto pelas coisas se a gente não está no lugar certo. Mas seja qual for o caso, nenhum dinheiro, status ou quiz de tabuleiro vale a sensação de estar em paz com o mundo e o mundo em paz com você. Quando existe paz então, é batata! É como se os quatro dias que levam para fazer marron glace passassem num instante e você está pronto pra descascar as castanhas de novo!

Quando a gente olha as coisas de fora, muito do que a gente empurrava com a barriga por não saber como sair fica fácil de resolver e ai, vem aquela vontade mor de se chutar porque " como foi que eu deixei isso tomar conta de mim? como foi que eu arrastei isso por tanto tempo??? Por causa de uma geladeira?" ... qualquer que seja o eletrodoméstico da sua preferência, ele nao vale a sensaçao impagável de chegar em casa, chutar os sapatos pro lado e fazer o que der na telha.

Olhar de fora é tão bom... é o melhor lugar para assistir a novela das oito que é a nossa vida... é quando a gente diz "meu!!!!!!!!!! como você não enxerga que ela só se casou com você por dinheiro e que quem gosta mesmo de você é filha da Odete que limpou o seus sapatos com as lágrimas de um esquilo????" - "que burro!"

E essa clareza ajuda a tomar decisões importantes no melhor estilo break through, aquelas que vc decide dar o tiro de misericórdia e terminar um namoro que já azedou ou dar uma chance para alguém que não é bem seu tipo.
A vida tem é urgência que a gente aprenda as lições a tempo de viver as novas experiências de amanhã. Ela sempre dá um jeito de fazer o novo chegar. É preciso entender que o bom de viver é estar vivo!

A minha experiência me diz que o maior presente que a gente pode dar para o mundo é a resolução de si mesmo.

Minha prece é que esse clima de resolução alcance mais pessoas. Que existam mais finais felizes e de boa ventura para o que está por vir. Que exista vontade e que aquilo que está perdido encontre seu lugar no mundo. A gente tem sorte!... só de respirar já estamos ganhando!Vambora crescer porque nenhuma confusão dura pra sempre!

Respire fundo porque esse sopro é fortuna disfarçada de oportunidade.

Wednesday, December 9, 2009


Estou ilhada num mar de roupas... preciso parar um segundo.
Não acredito que vou mudar de novo. E dessa vez, nao vou carregar mobília, nem um milhão de malas, só uma. Estranhamente, sei exatamente o que tenho que levar e mais estranhamente, não estou indo para a rua de baixo, não estou indo para nenhum lugar familiar.
Tudo é novo de novo. Há dois anos, larguei tudo para uma vida nova e agora, me vejo fazendo tudo isso outra vez.
Resolver mudar foi um ato de coragem, talvez mais coragem do que da primeira vez, porque da primeira vez, eu estava querendo salvar a minha vida e não iria negociar minha integridade física, minha sanidade. Mas dessa vez, é diferente. Não houve sofrimento, nem dor, nem desespero. Dessa vez, existem relacionamentos que foram construídos e beijos e abraços e amigos e conhecimento que precisa caminhar.
Como se a vida me olhasse de frente e dissesse "estou te dando de presente uma nova aventura. Não se trata de uma nova chance, de um recomeço, mas de uma continuidade que é parte daquilo que você escolheu se tornar".


Estou ilhada... num mar de roupas, de cores de apelos. E por mais que eu saiba e sinta que tudo está bem... uma nostalgia me bate à porta. Preguiçosa, aquela que nao quer fazer nada, ouvir nada, pensar nada... que estar ali, esparramada em sentimento, em um contentamento insatisfeito dos voláteis câmbios dos impressionáveis e impulsivos.

E quando fecha os olhos esta célula de consciência explode em euforia. Euforia do novo, do calor do desconhecido que provoca calafrios. Dos rostos, da paixão por um ofício, do novo amor distante, agora mais longe, mais perplexo e que não pode declarar-se porque tanta coisa está na frente, tanta vida para ser vivida e resta uma angústia que pede que a vida dê uma chance para que o impossível e o improvável se encontrem no alto de uma montanha para ver o nascer do sol.

Ali do alto, nós que viajamos pelo mundo, que vivemos o que muitos apenas ousaram ler a respeito, também nos entregamos, para nós existe também cansaço e conflito. Existem próximas viagens, porque nunca estamos convencidos. A vida é curta e está em todo lugar num planeta tão antigo como esse e que vivemos.

Um truque do ego ou do destino... o que seria do ser humano sem conflito?

De volta ao meu mar de roupas... me ajuda com isso, por favor?

Monday, November 2, 2009

Um bolo de lã, galhos secos, pedaços de telhado, insônia, um morto, angústia e o FDP que cantou a madrugada inteira a mesma música




Dormi muuuuuuuito mal essa noite!

Hold on... but don't hold too tight... Let go you're gonna be alright, don't run away from what you're heart is saying... toda vez que essa música toca no meu playlist eu pulo... porque a gravaçao é muito alta e parece que eu liguei um alto-falante dentro da minha cabeça. Mas hoje, quando vim aqui escrever já estava tocando e lembrei o pq de ter colocado essa música na minha playlist... para dias em que me falta ânimo.

Esta semana fiquei praticamente me arrastando pelo apartamento, da sala para a cozinha, da cozinha para o quarto, do quarto para o banheiro, do banheiro para a sacada... esperar por alguém é um pé no saco... quem foi o estúpido poeta morto que escreveu sobre esperar eternamente por uma resposta, uma pessoa, qualquer coisa???? Ele obviamente devia ter inclinações masoquistas (que gosta de sofrer)- eu por minha parte estou com inclinações sadísticas (que gosta de bater) direcionadas à poesia da espera.

E antes que me perguntem, não, não estou apaixonada... estou só levemente obcecada pelo fato de que já faz uma semana que não tenho notícias do meu empregador com detalhes do meu emprego... pronto, eu disse... saiu...

E enquanto isso, o tempo está passando e continuo na espera. Já coloquei na cabeça que se tudo, absolutamente tudo der errado, faço as malas e volto para o Brasil e pelo menos chego a tempo de comer Chocotone para o natal e dar um peteleco na cabeça do meu primo por ter brigado injustamente com a minha tia...

Meu Deus, o que custa essa gente desempatar a vida dos outros??? Não fazer nada me incomoda tanto quanto fazer coisas demais... tempo livre tem que ser vivido sem culpa e não com o peso de não estar fazendo nada produtivo.

Para completar a minha lista de desesperos, acabou o pão! E está um p*** sol lá fora que antes seria uma super razão para sair de casa e me expor aos raios UV não fosse pela prapaganda traumatizante do governo australiano mostrando um melanoma maligno destruindo a vida de uma pessoa saudável em rede nacional e finalizada com frase "there's nothing healthy about a tan!" Ou seja, minha vontade andar até o mercado é igual ao meu saldo de namorados no último ano: zero!

Talvez tanta desmotivação tenha a ver com fato de que eu dormi muito mal a noite passada, acordei só umas cinco vezes... mea culpa... antes de dormir fui ver um negócio do SONEN da igreja messiânica online (nao sou da messiânica, mas achei legal o tal do encaminhamento dos antepassados para a purificação que a minhatia Má sempre falou). Só não contava com o fato de que a simples frase : "Meichu sama, estou encaminhando o sofrimento de um antepassado que está se manifestando através de mim para que esse sentimento seja purificado e essa pessoa que não sei quem é seja salva" fosse me dar trezentos pesadelos com um parente morto anos atrás (agora pode soar engraçado, mas na hora não foi). Juro que a intenção foi boa, mas recomendo que isso seja feito durante o dia, pq antes de dormir o efeito colateral é um tanto perturbador.

Fora ficar rolando como um espeto de carne na farofa a noite inteira, quando eu finalmente consegui cochilar, um dos vizinhos coloca uma gravação de uma música horrível para repetir vaaaaaaaaaaarias vezes e cantou junto (todas as vezes em que a porcaria repetiu)!!! - Me diz, o que você faz numa situção dessas??? Estava quase indo bater na porta da minha flatmate para perguntar se ela não estava afim de jogar uma partidinha de buraco na sacada e acordo de manhã como um jornal velho... aquela aparência de que você viveu dois anos em 8 horas.

O resto do tempo de suposto descanso eu fiquei lembrando de cenas de "Hancock" com Will Smith, e no meio dos meus devaneios me senti no meio de uma bola de lã com galhos secos, pedaços de telhado e todas aquelas coisas que só a computação gráfica daria jeito... se alguém sabe interpretar sonhos, por favor, enlighten me!

Minha irmã sempre diz que comer muito também dá pesadelo, mas eu nem comi tanto assim, só um bowl de pasta com quatro nuggets de esponja, digo, de frango (fico imaginando o que a Ingahn's Frozen Chickens faz com o resto do frango porque de todos os produtos que eu comprei só lembro de um que dá pra ver as fibras do frango, os outros sempre me lembram a esponja de banho da minha casa, mas honestamente, não acho que seja suficiente para um pesadelo, deve ser por causa do Sonen mesmo ou talvez o Hancock.

Bem, chega de reclamar... acho que já reclamei bastante e lembro do meu amigo Bruno falando que ele cancelou o blog porque só ficava reclamando. Ou seja, não quero terminar o blog... gosto dele apesar dos meus seguidores serem meus melhores amigos e meu público leitor se restringir a 5 amigos de amigos hehehhe não importa... adoro escrever, não obrigo ninguém a ler, só gosto muito da idéia de por falar tanta coisa sem sequer abrir a boca... quem sabe um dia alguém comente sobre tudo isso e eu fique famosa! No entanto, não se preocupem, sei que alguém que escreve sobre frango esponjoso não é exatamente material de filme hollywoodiano... anyways, a girl can dream.

Prometo que vou me empenhar em injetar um pouco de ação nas minhas aventuras cotidianas... plantar uma árvore de dinheiro ou quem sabe esbarrar com John Mayer na rua e ele dizer "Oh! Estou perdido, me ajuda por favor!" ... a única coisa é que ando desinteressada do JM ultimamente e ele mora em New York... tudo bem, vamos ver então se consigo fazer um surfista italiano dar bola para mim na fila do Thai takeaway! De qualquer forma, vou me empenhar e queridos leitores, comentaristas, pacientes da psiquiatria, conselheiros e psicólogos, este também é um espaço para vocês!

Obrigada por lerem este post sobre nada, mas estranhamente, precisava colocar tudo isso para fora. Oh céus, já me sinto melhor! Acho que vou sair para comprar o pão!

Wednesday, October 21, 2009

SOBRE A EMPOLGAÇÃO DE VOLTAR PARA CASA!


Na última temporada de "A Odisséia de Mamori na Austrália" a mocinha da nossa história estava tomando cataflan para se recuperar de subir e descer 400 vezes os quatro andares do seu antigo prédio para mudar-se ás pressas e desesperadamente para a rua de baixo quando seu bonito e folgado flatmate HOMEM não ajudou nada em nenhum dos dois dias de mudança porque ele tinha que assistir 'vídeos animados na internet, digo, tinha que que fazer uma apresentação para a universidade, deixando Mamori para queimar 300 milhões de calorias em 48 horas junto com a outra flatmate guerreira "Formiga Atômica", que no final do dia já estava praticamente um louva-deus pois os braços em forma de abraço do caixote não mais mexiam!
Tudo isso emendado no fato de estar temporariamente desempregada, porém livre do inferno e de no auge da mudança ter que sair por quatro horas para ir a um treinamento do novo emprego!
Oh! Esquecemos de contar! Mamori conseguiu um novo emprego numa empresa consideralvelmente (acrescente quantos mentes quiser) mais razoável que a empresa passada. SIM Mamori terá um emprego quando voltar das merecidas férias no paraíso tropical do Brasil!!!! Uhuuu.

UFAAA...

O importante agora é que Mamori vai de férias ao Brasil, comer empadinha de camarão e pizza de calabresa!
E mesmo que nesses dias que antecedem a viagem ela mal consiga dormir, tamanha é a ansiedade, tudo bem, compensa pois em breve ela poderá dar abraços de urso em todos os seus familiares e amigos!

- Ok narrador, obrigada pelos seus serviços mas agora gostaria de dar umas palavrinhas com o meu público leitor.

Alô, alô, testatando? Estão me ouvindo? Ou melhor, lendo?

Ótimo! Caraca... nem acredito que estou aqui para dizer que estou contando os minutos para chegar no Brasil!
Depois de ter passado por uma super odisséia em que trabalhei, estudei, pedi demissão, arrumei outro emprego, me mudei enquanto começava no outro emprego e administrava o site de casamento da minha irmã e todos os compromissos extras com o Le Cordon Bleu, os amigos e etc, etc, etc, estou sonhando com o fato de que em breve comerei uma coxinha com catupiry dentro!
Aliás, fiz uma lista de coisas que quero comer quando chegar no Brasil, não que eu esteja indo só para comer, mas é uma boa parte do que quero fazer aí (no entando, minha odisséia gastronômica terá início apenas depois do casamento pois não quero entrar na igreja parecendo um bucho enrolado num pano verde!):
Lista para mim mesma:

- coxinha com catupiry
- empadinha de camarão;
- pastel de queijo e caldo de cana;
- pizza de calabresa e frango com catupiry;
- moqueca de camarão da minha mãe
- onigiri da bá com bife a milanesa e pastel de carne!
- churrasco do villas
- churrasco da mãe da Thatá (asinhas com queijo?)
- churrasco do meu pai (puxa... acho que gosto mesmo de churrasco)
- brigadeiro e beijinho da Thatá
- pão de mel da munik
- bem casado e todos os doces do casamento
- mandioca frita
- banana frita
- caldo de mocotó
- Sushi do Hiroshi
- qualquer coisa que a Bá cozinhar
- acarajé... no entanto não sei onde conseguirei um bom em SP - aceito dicas
- escondidinho de carne seca e mandioca
- leitão a pururuca e tutu de feijão com farofa de ovo
- feijoada com couve
- hot dog com tudo dentro
- sanduba de campinas daquele lugar que a gente come a noite
- manga, melancia, goiaba vermelha, caqui, jabuticaba e ponkan

OH Céus, sinto que vou engordar!

Preciso:

- marcar uma consulta com a nutricionista depois de comer tudo isso
- NÃO marcar consulta com a endocrinologista
- fazer drenagem linfática e talvez me internar no mesmo spa do Daniel Oliveira quando ele filmou CAZUZA.
- Todas essas consultas me fazem lembrar que talvez eu precise dar um jeito nos cascos... isso - marcar consulta com o Ivan.

Melhor começar a descer pra Manly a pé e não tomar mais o ônibus...!

A parte disso... que o tempo passe muito mega master ultra-sonicamente veloz pra eu chegar no Brasil rapidinhooo!
Meu povo e minha pova! Estou chegando! Preparem o sal de fruta!
PS. Perdão aos seguidores do blog que recebem mil atualizações dos meus posts... mas é que mesmo corrigindo várias vezes ainda faço erros gramaticais... hehehhehe
PS. Quero abraçar todo mundo! Não estou abandonando ninguém pela comida. Mesmo porque, isso é algo rude ir em festa só para comer... ahahhahhhaha

Monday, October 5, 2009

Incrível




Impressionante.



Impressionante mesmo é encontrar paz num trecho copiado de um livro saído do coração outrora tocado pelas palavras de alguém, ou simplesmente poder ver que está sol lá fora e que é uma sorte não ser soldado em guerra, escravo de alguém ou vítima de qualquer tipo de abuso que seja.



Impressionante mesmo é a maneira transcendental como o ser humano se cura do passado, das moléstias do presente, de um tombo, de um episódio desses assim, que te faz parar para pensar que o mundo inteiro deve ter desacelerado para olhar, e sentido sua vergonha ou sua dor ou sua resignação silenciosa.



Impressionante é ter coragem de sair, de começar de novo, de terminar, de perguntar, de abrir os olhos, de fechá-los; quando os inúmeros julgamentos sociais te silenciam, te ignoram ou te sufocam.



Impressionante é ainda ser capaz de se emocionar quando a loucura dos homens te arrebatou por inteiro, estraçalhou sua noção de realidade, seu senso de espaço e direção. Tudo isso por um pedaço de carne ou pelo simples fato de que seu nome ou o título que te deram sei lá por qual razão passa por cima do seu discernimento entre certo e errado, aquele discernimento interno que vem no pacote de ser humano.



E acho até engraçado as pessoas que saem por aí falando que não existe certo e errado, que são apenas escolhas diferentes (devagar aí... uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa). Todo mundo que tem filho, irmão mais novo, primo mais novo, afilhado e sei lá mais o que, ensina que é errado roubar, desrespeitar, extorquir, trair e chantagear... mas talvez, o que me preocupe mais é saber que quando eles forem experimentar o mundo por si mesmos vão encontrar uma realidade diferente daquela que foram ensinados a praticar.



Para mim, se certo e errado não existisse a gente não passaria tanto tempo tentando fazer a escolha certa e não se sentiria tão mal quando faz algo errado.



Em pleno século XXI, enquanto o homem estuda o espaço inter-atômico do DNA ainda engatinhamos para exercitar o perdão sincero, a gratidão que é um sentimento vindo da graça e a compaixão que é o ato de se colocar no lugar do outro antes de atirar uma pedra, soltar veneno pela boca ou negligenciar as necessidades de alguém. Mais que isso, é ver que bondade genuína soa para a maioria dos grupos mais descolados e/ou cocainados da cidade como uma frase de para-choque de caminhão, mais precisamente um clichê politicamente correto.



Impressionante é ver que tem gente tão absorta num problema que não vê que o verdadeiro problema está no coração e não na cabeça e muito menos nos outros. Que o pior tipo de incompetência é não saber dar e se permitir uma coisa que está aí como característica inerente: amor.
Não estou falando só do amor pelo próximo (porque disso já escreveram tantas e tantas vezes) estou falando do amor por você mesmo, pela sua naturalidade, pela grandiosidade que permite com que você seja, inexoravelmente a melhor versão de si mesmo, livre dos conceitos estereotipados das revistas, das grotescas mentiras que se conta para si mesmo ou das falácias maldosas da amiga que está sempre na moda, andando com as pessoas certas e que adora poder.



Me pego pensando que enquanto a gente tem que provar que é honesto o bastante, inteligente o bastante, qualificado o bastante, limpo o bastante, bonito o bastante, agradável o bastante, o tempo está passando e quando velhos e cansados, mortos e em espírito, tudo aquilo pelo qual derramamos sangue e lágrimas significa exatamente nada se você não usou o que te foi dado para o bem.



Por isso, por experiência própria, entendi que não se deve fazer nada por obrigação ou compromisso porque a gente não deve atar o outro às nossas escolhas, nem se atar às escolhas dos outros. É mais justo para as partes fazer porque quer, estar ali porque quer e ao escolher estar ali, estar por inteiro e não pela metade.



O cotidiano deve ser mais divertido e bonito do que realmente é porque ao invés de apenas ler sobre as grandes jornadas dos homens, é possível fazê-las, viver tudo aquilo que está nos livros, conversar com gente diferente, dormir na praia e acordar no alto de uma montanha nevada. Sair do centro para encontrar o próprio centro. O dentro profundo onde retomamos nossa condição de liberdade.



Encorajo quem passa por mim a viajar e ver o mundo com os próprios olhos, escrever seu próprio diário. Encorajo a experimentar viver numa cidade diferente, a fazer uma horta, comer aquilo que plantou, pelo menos uma vez na vida para saber como dá trabalho fazer crescer um repolho que é de onde os pais dizem que vêm os filhos. E apoio comprar de artistas desconhecidos e desapegados para incentivar o novo, e gosto de produtores responsáveis e simples que deixam as galinhas serem galinhas e apagam a luz quando fica de noite.



Tudo isso porque hoje o mundo está de um jeito e espero que amanhã esteja melhor.



Espero sinceramente que amanhã não tenham que gastar milhões para dizer para as pessoas que matar alguém não é legal, que grandes corporações têm matado legalmente um monte de gente por causa de pedaços de papel com cara de presidentes assassinados e espécies em extinção, que quando você joga lixo na rua os bueiros mal projetados das grandes cidades entopem e alagam o consultório da minha irmã e a casa da sua mãe e que muito provavelmente esse lixo ainda vai estar no mesmo lugar na sua próxima encarnação.



Espero que amanhã, meus filhos não tenham que imigrar para saber o que é correr livre num parque e voltar tranquilos para casa depois das seis sem ter que pegar um engarrafamento ou pensar em vinte maneiras de evitar um assalto. Espero que não tenhamos que tocar mais nesse tipo de assunto e que todo nosso tempo seja para discutir onde podemos melhorar e não onde continuamos errando.



Impressionante é ver gente com a qual poucos falariam oferecendo uma mão, e que quem você nunca esperou que fosse estar ali ao seu lado quando você nunca imaginou estar em determinada situação, acabou de fato dividindo seu assunto de cabeceira e compartilhando dos seus sonhos e pratos de macarrão.


Impressionante é ver irmão tirando do irmão por vaidade ou cruel ambição e ver gente que tem muito pouco ou quase nada dar tudo o que tem porque fora da caridade pouca coisa faz sentido. E tudo aquilo que agride, complexos, distúrbios, paradoxos abandonam o que são porque nem eles mesmos vêem sentido e pedem paz.

Paz para tomar decisões melhores e mais conscientes, paz para caminhar, para se apaixonar, para lavar a boca, voltar atrás, chutar o balde, entender qual face assume qual momento, paz para viver inspirado, para gritar, cantar ou calar, paz para ceder, paz para ser alguém nesse mar de 4 bilhões e mais alguns.

Impressionante é saber que ás vezes tudo o que se pode fazer é contar uma história, mostrar as fotos e os filmes, esperando que quem veja e/ou escute aprenda alguma coisa com ela e seja melhor. Não pelos outros mas por si mesmo e consequentemente para os outros, se assim desejar.



Impressionante é como a vida é imprevisível e que mesmo assim existe uma canção certa para cada ocasião. Impressionante se espantar e comover com o humano, com o coração que bate, com as mão que dão forma à humanidade,com aquilo que se pode fazer e escolher.


Impressionante, não...incrível! Como tudo aquilo que é possível amar. Incrível como nosso futuro.